Somos alunos. Estamos matriculados regularmente, freqüentamos as aulas, passamos nas provas. E nos encontramos no meio do nosso caminho universitário.
Não necessariamente somos estudantes. O Pacto está feito: os livros estão ai, descansando languidamente nas prateleiras de nossas estantes ao sabor do ar condicionado que o envolve, quando não toma banho de sol na varanda da biblioteca. Mas estes foram feitos para serem olhados, meramente consultados – pois logo no primeiro dia de aula todos os professores nos “tranqüilizam” avisando que poderemos passar direto em suas matérias apenas com as anotações em caderno, nos poupando o extenuante trabalho de pensar. Algumas vezes, quando o “mestre” resolve faturar alguns trocados, adota-se um livro – o escrito pelo próprio professor. De qualquer forma, sempre há a necessidade da adoção de alguma corrente teórica – e assim, os cadernos se tornam o resumo de um determinado livro. Tudo o que temos que fazer é decorar essas anotações, tirarmos 10, fazer a alegria da família, constituir um bom C.R., arranjar um bom emprego e dormimos todos os dias em paz com nossas consciências.
E sendo assim somos escravos. Não temos direito ao básico: a discordar de uma teoria ou corrente ideológica. Pois quando nos apresentam uma tese como sendo a verdade, não há o que contestar – quem contestaria a Verdade? Aceitamos placidamente o que nos é dito – e a Verdade é inaplacável com seus contestadores: tasca-lhes um zero, reprova-os, tenta marcar suas vidas com o símbolo dos perdedores.
Somos todos alunos. Mas nem todos são estudantes e nem todos são cordeirinhos. Ainda assim, sempre haverá a maioria esmagadora e a minoria combativa. Não lutamos pela razão, mas pelo direito de termos idéias próprias e sermos respeitados por isso.
O que é o Direito Internacional?
É o conjunto de normas que a humanidade, através dos Estados representados por seus governantes e através do tempo formou para uma suposta boa convivência no planeta Terra.
Como funciona o Direito Internacional?
Existe uma teoria, chamada doutrina. Existe uma prática por intermédio do Conselho de Segurança da ONU. Existe um descaso dos países ricos e poderosos para respeitar todo o arcabouço jurídico que foi produzido, seja nas questões humanitárias, ambientais, econômicas ou geopolíticas.
Onde o Direito Internacional interfere na vida das pessoas comuns?
Em todos os locais mais remotos da Terra, todos os dias, na alta dos barris de petróleo, nos contratos bi ou multilaterais entre países e blocos econômicos, nos índices da economia devido a balança comercial favorável ou desfavorável.
O que pode significar um Direito Internacional mais forte?
A esperança de um convívio melhor na sociedade internacional, através de Jus Cogens, de novos tratados para saúde, meio ambiente, economia, patrimônio cultural e histórico preservados, e na ausência da Paz, normas para “guerras justas”.
O Direito Internacional se torna mais forte com o entendimento da História, da Geografia, da Economia, da Ciência Política, das Relações Internacionais, do Comércio Exterior, da Diplomacia e do respeito às origens culturais de cada povo.
O que exatamente significa e onde se encaixa o Direito Internacional na sua vida? Qual a sua colaboração ao Direito Internacional através da sua atuação como estudante ou profissional?

Por mais que saiba que não posso fazer o tanto que gostaria, me recuso a me calar. Sei, como internacionalista, que a pressão dos contratos internacionais das empresas transnacionais irá pesar tanto ou mais que a pressão política de um Estado, ainda que este seja a China.
Quero muito escrever o quanto me for possível sobre esse assunto, mas que nao seja passional e sim crítico, com argumentos. Estas 5 linhas já são uma vitória diplomática para mim.
Tenho pesquisado links em português para que estejam ao alcance dos meus alunos. Seguem alguns.
http://oglobo.globo.com/blogs/pequim2008/
http://www.rsf.org/rubrique.php3?id_rubrique=171
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.periodistas-es.org/pes/images/Pekin2008.jpg&imgrefurl=http://www.periodistas-es.org/pes/artigo.asp%3Fcod_artigo%3D2745&h=288&w=300&sz=21&hl=pt-BR&start=16&tbnid=7NdLz2qERd-JQM:&tbnh=111&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dpekin%2B2008%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG